Social Impact Business #4

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O quarto evento Social Impact Business discutirá ações que estão sendo tomadas em suporte ao Objetivo número 4 de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, Educação de qualidade para todos até 2030. O Evento reunirá líderes de universidades, empresas e startups, que apresentarão planos e ações que estão sendo realizadas hoje, para inspirar como podemos inovar tendo a sustentabilidade como propósito. Desta maneira, o foco é elencar alternativas para elevar educação de qualidade a quem precisa e, assim, propor caminhos efetivos para combater, por exemplo, o analfabetismo, além de melhor eficácia na educação de adultos e o empreendedorismo.
Os dados são alarmantes. Dados recentes do Instituto de Estatística da UNESCO (UIS, na sigla em inglês) mostram que há ainda cerca de 262 milhões – ou uma em cada cinco – de crianças, adolescentes e jovens entres seis e 17 anos fora da escola. O número cresce para uma em cada três crianças fora da escola em países de renda baixa e média-baixa. O UIS leva em consideração séries históricas, médias regionais e indicadores sobre assuntos-chave de políticas relacionadas ao acesso às escolas, à participação e à conclusão em níveis educacionais, aos resultados de aprendizagem, de igualdade, de professores e ao financiamento da educação.
Embora vários países tenham progredido na remoção de barreiras para o alcance das metas de educação nos últimos anos, ainda estão fora da escola 64 milhões de crianças de ensino infantil (entre seis e 11 anos), 61 milhões de adolescentes de ensino fundamental (entre 12 e 14 anos) e outros 138 milhões de jovens de ensino médio (entre 15 e 17 anos). Meninas ainda enfrentam obstáculos na maioria das regiões, principalmente na África Subsaariana, onde têm mais chance de serem excluídas da educação do que meninos. A recusa à educação continua sendo moldada pela riqueza, com lacunas significativas que começam a aparecer ainda no ensino infantil, com quase todas as crianças matriculadas no ensino infantil em países de renda alta, enquanto em países de baixa renda baixa essa taxa cai para 80%. Aumentam, inclusive, com a idade: 60% dos jovens de ensino médio não estudam em países de baixa renda.
Dos dez pontos descritos no objetivo, quatro estão relacionados à atenção da educação técnica e empreendedora, o que também se traduz por consumo, produção e industrialização sustentável. O Brasil ainda está caminhando para o aprimoramento educacional de empreendedorismo. Atualmente ocupa a 56ª posição, dentre 65 países, em um ranking de educação empreendedora, preparado pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM). Para se ter uma ideia do atraso nacional, já no início do século XXI, o Parlamento Europeu estipulou empreendedorismo como uma competência educativa. Naquela época, 13 países da União Europeia colocaram o tema como estratégia nacional de ensino e hoje mais da metade desses países estão reformulando suas grades curriculares para incluir a temática.
A intenção do evento é indicar saídas para esse quadro, com a participação de líderes de universidades, o setor de educação da SAP e startups que trabalham nesse setor. Como exemplos, representantes da UniBrad, DreamShaper, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Minas Gerais e os institutos Mauá de Tecnologia e Ayrton Senna. Vamos dialogar a respeito?