EDUCAÇÃO DISRUPTIVA

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EDUCAÇÃO DISRUPTIVA – DESOBEDIÊNCIA AOS PADRÕES PARA TRANSFORMAR O MUNDO

Em um mundo no qual 80% do conhecimento humano encontra-se disponível na internet, ensinar fórmulas, conceitos, teorias, fatos históricos com base na memorização através da repetição é algo que não faz mais sentido.

O modelo atual de ensino não encontra reciprocidade entre alunos e docentes. É visível a falta de entusiasmo, principalmente entre os jovens, quando precisam se adequar aos moldes antigos para tentar aprender

As empresas também têm carecido de profissionais com uma nova mentalidade, voltada a solucionar os desafios do mundo VUCA em que vivemos. Por isso acabam elas mesmas educando esses profissionais com soft skills necessárias para o desenvolvimento do trabalho.

Mas isso é uma solução apenas paliativa. A escola, a família e a sociedade, como formadores da nova geração que está surgindo, precisam rever, quebrar paradigmas, reaprender para aprender e criar novas formas de educar.

Matemática, física e gramática são tão essenciais atualmente quanto espiritualidade, empreendedorismo, cidadania, gestão das emoções e autoconhecimento.

Crianças e jovens querem e precisam ser estimuladas a pensar, a questionar, a criar, principalmente em conjunto. Assim desenvolverão aptidões e terão uma percepção mais ampla do seu papel e das demais pessoas no fortalecimento da cidadania e de um mundo mais sustentável.

Como defende Sal Khan, criador da Khan Academy, uma escola sem divisão por disciplinas e faixa etária, no qual os alunos mais velhos também ensinam os mais novos, irá proporcionar aos estudantes uma aprendizagem mais próxima da realidade e com mais possibilidades de interação e troca de conhecimentos.

"Os jovens com maior domínio de suas emoções têm melhor desempenho acadêmico, maior capacidade de cuidar de si e dos outros, mais predisposição para superar as adversidades e menor probabilidade de se engajar em comportamentos de risco", afirma o professor da Universidade Complutense de Madrid, Rafael Guerrero.

Se formos investigar, muitos dos problemas dos adultos se devem às dificuldades em lidar com as emoções e isso nunca foi ensinado nas escolas. Isso nunca foi ensinado pelos pais, porque vivemos numa cultura machista e desprovida de autoestudo. Nossos pais não tiveram esse ensino. Então, como poderiam nos ensinar?

Mas chegou a hora de mudarmos este cenário. Os professores precisam aprender a administrar suas próprias emoções para que possam "ensinar" as crianças e adolescentes. O autoconhecimento é algo fundamental na base de educação, através das famílias e das escolas. Pais também precisam estudar as emoções para entender seus filhos e os ajudarem nessa busca do autoconhecimento. Assim como é preciso um maior engajamento entre os pais e as escolas. Precisam se falar e interagir mais com o objetivo de uma educação humana para as futuras gerações.

Vamos direcionar o olhar para nós, pais e professores. Vejamos: insegurança, baixa autoestima e comportamentos compulsivos são algumas das consequências da falta de ferramentas para gerenciar nossas emoções. Temos que começar a nos entender e nos treinar para que tenhamos capacidade de educar nossas crianças no domínio de seus pensamentos.

A educação emocional proporciona o conhecimento das próprias emoções e dos outros. Resulta na prevenção dos efeitos nocivos das emoções negativas, que levam a problemas de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais.

Ser desobediente é quebrar essas "regras" de vida que nos foram "ensinadas". É buscar pelas inovações que o "novo mundo" tem as nos proporcionar. É ser feliz através da não linearidade, se assim você o quiser. É ser livre para construir uma vida de acordo com o seu tempo e não de acordo com o tempo do outro. E o que vai proporcionar esse caminho da liberdade do Ser, é o autoconhecimento que pode ser proporcionado através das escolas do futuro.